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terça-feira, 18 de março de 2014

Viola Instrumental - Livros, Métodos, Partituras, Tablaturas e Composições

Foto: Andressa Martins
(Viola de Cocho por Manuel Severino - Cuiabá-MT / Viola Caipira por Levy Andrade - Ibiá-MG)


 Temos assistido nos últimos anos a um intenso renascer de valorização e manifestação das culturas ligadas às violas brasileira, especialmente às violas de cocho e viola caipira. A viola e todo o conhecimento nela entorno estava esquecida ou cuidadosamente guardada por mestres e alguns poucos defensores de sua cultura. Há alguns anos iniciou-se um movimento de revitalização e socialização do conhecimento apreendido por alguns violeiros, pesquizadores e amantes desses instrumentos, antes passados somente pela oralidade. Este conhecimento ainda continua guardado na memória de mestres e violeiros tradicionais que herdaram de seus pais e avós, e que por trazerem, na sua forma de tocar, a tradição ancestral da viola,  deverá ser preservado seja em registro ou em leis de incentivos de preservação cultural para mais tarde servir a gerações futuras.

Hoje a situação é bem mais confortável do que 30 anos atrás para aqueles que se interessam no aprendizado da viola. Encontramos um bom acervo escrito em livros, métodos, apostilas, sitios virtuais, vídeos, áudios e tantos outros meios de registro e transmissão do conhecimento. Mas nada se compara ao conhecimento transmitido à aqueles que se empenham em ir a campo ou dos que dele vieram trazendo junto um pouco da ciência do violeiro, antes restrito aos genuínos guardadores de sabedoria, os mestres tradicionais. 

Há que se ter consciência que esse conhecimento não se restringe somente às músicas ou a maneira de tocar viola. Ele deve ser mais amplo, deve ser apreendido por todos os poros da sensibilidade do violeiro. Devemos ser conscientes de que a viola tem uma cultura própria e especial e que não se encontra somente nos métodos e livros sobre o assunto.

Cito palavras de Ivan Vilela no prefácio de Viola Caipira - Arranjos Instrumentais de Músicas Tradicionais de João Paulo Amaral:  "Neste renascimento da viola temos observado algumas mudanças no que toca à transmissão dos conhecimentos acerca do instrumento. Se antes o violeiro era, na maioria das vezes, um autodidata, cada vez mais temos reparado o crescimento de pontos onde a viola é ensinada. Alguns métodos surgidos para viola acabaram copiando padrões de métodos voltados à música clássica. Se por um lado foi importante trazermos abordagens técnicas apuradas à luz da viola, por outro se esqueceu de incorporar nestes métodos os elementos populares idiomáticos que sempre fizeram parte de seu universo." 

As palavras acima nos serve para uma reflexão de que muito se fez e se faz para o aprendizado das violas. Mas muito deverá ser encontrado ainda. E graças a algumas pesquisas de importantes estudiosos, violeiros e curiosos do tema, há muito material para embrenharmos nesse mundo maravilhoso que é o mundo das violas brasileira. 

Foto: Divulgação - Site http://www.gp1.com.br
Viola de Buriti  por Maurício Ribeiro - Tradição do Povoado Mumbuca - Jalapão - TO
 
Com acervo especulativo, prático e de registro de algumas composições tradicionais e composições lindas e importantes para viola instrumental que se impuseram como referências, cito e sugiro algumas publicações e registros de trabalhos que conheço para auxíliar aqueles que desejam conhecer métodos e o repertório instrumental existente hoje para violas solo, de duo ou trio ou para orquestra. 

A sugestão apresentada aqui está sendo elaborada com o conhecimento que tenho desse material. São fontes que uso ou com as quais já tive contato e conheço. Há outras publicações em vários formatos que ainda não conheço e que são igualmente importantes na construção desse acervo. Portanto tentarei a cada dia incluir de alguma forma uma nova referência. Portanto este post não será estático. A cada momento ele sofrerá acrécimos de novas referências.

Essa singela postagem tem o intuito de registrar uma lista crescente de publicações que se impõe pela relevância ao aprendizado, desenvolvimento e na constução do acervo de Livros, Métodos, Partituras, Tablaturas e Composições instrumentais para as violas de cocho, caipira, buriti e outras espécimes de violas brasileira. Portanto se você conhece algum material com alguma relevância e que seja importante socializá-lo, sinta-se a vontade para compartilhá-lo. Dê também a sua sugestão!

A lista abaixo segue uma cronologia inversa. Começa pelos últimos lançmentos das publicações até os primeiros que se tem notícia. Então vamos lá!

Bom proveito!
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 UMA VIOLA RIO ABAIXO
De Angelim - Brasília: Thesaurus Editora, 2014
128p.il; 28cm
ISBN: 978-85-409-0266-4 
O livro aborda temas importantes, como escalas, ponteios, cifras, partituras e tablaturas. Sempre focando a afinação Rio Abaixo.
Você encontrará desde estudos mais simples, criados especialmente para o livro, até tablatura de músicas consagradas, como Corumbá, de Almir Sater e Guilherme Rondon; Das Bandas do Poente, de Valdir Verona e Esplendor, de Sidnei de Oliveira, música vencedora do Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola de 2004.

Produzido pela CulturArte Produções Artísticas e Audiovisuais, o livro possui 128 páginas e foi impresso com recursos do sistema "Catarse" que é um sistema de ficanciamento coletivo. Acompanha partituras, tablaturas e alguns acordes usados na viola brasileira na afinação Rio Abaixo. Não acompanha CD e DVD.
 O livro pode ser encontrado em 
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CANTANDO A PRÓPRIA HISTÓRIA:
Música Caipira e Enraizamento

de VILELA, Ivan
São Paulo - Editora: EDUSP - 2013

ISBN 10: 85-314-1446-6
ISBN 13: 978-85-314-1446-6
Formato: 16x23 cm
Nº de Páginas: 328 pp.
Peso: 532 g


“O nome de Ivan Vilela está associado, no mundo dos que amam nossa música popular, a um extraordinário virtuose da viola caipira, que não só nos deu a conhecer a melhor tradição do seu instrumento como compôs melodias de beleza e vibração inesquecíveis. A obra que o leitor tem pela frente desvenda a outra face de Ivan Vilela: o solista e compositor comparece aqui como o intelectual que pensa a sua arte e a situa no contexto maior das 'culturas brasileiras', como prefiro chamar a rede complexa de valores e formas vividas pelo nosso povo.” Assim Alfredo Bosi apresenta o autor e o livro no prefácio de Cantando a Própria História. Ivan Vilela estuda a evolução da viola desde suas origens árabes e ibéricas até os dias atuais, detalhando aspectos técnicos do instrumento, a riqueza de variações, as afinações, para em seguida voltar seu olhar para o violeiro em seu processo de passagem da zona rural para a urbana. O livro é acompanhado do CD Paisagens, no qual o compositor executa músicas de sua autoria e de outros compositores. 
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VIOLA CAIPIRA - Arranjos Instrumentais de músicas tradicionais para solo, duo e trio de violas 
de, Amaral, João Paulo
Campinas, SP: Ed. do autor, 2008
ISBN:978-85-909008-0-1

Apresenta uma coleção de partituras para solo, duo e trio de violas. O livro, com arranjos organizados de forma progressiva e escritos em partitura e tablatura musical, traz os toques dos principais ritmos e gêneros da música caipira, destinando-se a violeiros iniciantes e avançados. Acompanha CD com gravações de todas as músicas, em versões para afinações cebolão em ré e cebolão em mi. 
As músicas registradas são:
Peixinhos do mar  marujada / cururu
Peixe-vivo  catira / moda-de-viola
Beira-mar  contradança / cateretê
Moreninha se eu te pedisse  modinha
Cana verde  cana-verde
Pagode do véio*  pagode caipira
Garça branca  siriri / polca mato-grossense
Cuitelinho  toada / folia
Brejeiro**  tango brasileiro / maxixe
* de autoria de Messias da Viola / ** de autoria de Ernesto Nazareth
Este livro foi contemplado no Prêmio Ney Mesquita da Cooperativa de Música 

 O livro pode ser encontrado em
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Livro e DVD Violeiros do Brasil são os lançamentos de 2008 do Projeto Memória Brasileira. O documentário exibe depoimentos dos instrumentistas e cenas do seu cotidiano, além dos shows de 1997, quando pela primeira vez violeiros de todo o país se apresentaram juntos no Sesc Pompéia, em São Paulo (SP), pelo Projeto Memória Brasileira.

Expõem em textos e imagens preciosidades do universo da viola e de onze de seus mais destacados instrumentistas.

Os violeiros retratados no livro e DVD são: Adelmo Arcoverde, Almir Sater, Braz da Viola, Ivan Vilela, Passoca, Paulo Freire, Pena Branca, Pereira da Viola, Roberto Correa, Tavinho Moura e Zé Mulato & Cassiano.

O livro Violeiros do Brasil tem prefácio da grande Inezita Barroso, fotos de Angélica Del Nery, coordenação editorial de Adriana Amback e Myriam Taubkin, projeto gráfico de Teresa Maita e Roberta Asse, produção de Luana Gorayeb.
O livro também presta um serviço aos interessados no assunto: lista em verbetes e contatos os violeiros e luthiers em atividade no Brasil, uma pesquisa de Rafael Marin.

O DVD Violeiros do Brasil tem fotografia, edição e direção de Sérgio Roizenblit; entrevistas por Myriam Taubkin, Sérgio Roizenbli e Angélica Del Nery; som direto, gravações e mixagem por Clement Zular, Áudio Portátil; projeto gráfico da capa e encarte: Teresa Maita e Roberta Asse.

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VIOLA INSTRUMENTAL BRASILEIRA - 2005
livro de partituras com cd 
Organização:  Andréa Carneiro de Souza
Formato: 21x28 cm
204 páginas
CD encartado
ISBN 85-99616-01-3
Em formato de livro de partituras, com CD encartado, Viola Instrumental Brasileira é um trabalho inédito, organizado pela violeira e pesquisadora carioca Andréa Carneiro de Souza, que busca a preservação e a difusão de “ponteados”, “toques” e temas característicos da viola, que hoje se encontram restritos aos violeiros tradicionais e, assim, dispersos ou em via de extinção. Distantes dos grandes centros urbanos, os violeiros se valem apenas da tradição oral dos próprios músicos para a transmissão e a absorção dos conhecimentos ligados ao instrumento e, dessa forma, constroem e reconstroem a tradição da viola no Brasil. Foram selecionados 11 violeiros de diversas regiões do país. As faixas foram gravadas ‘in loco’ para evitar que quaisquer recursos de estúdios descaracterizassem a originalidade das composições. 
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ROBERTO CORRÊA - COMPOSIÇÕES PARA VIOLA CAIPIRA 

Brasília, 2004 - (Edição do Autor)  55 páginas - 32 cm / ISBN 85-901603-2-7

Livro com as transcrições de algumas composições do violeiro e pesquisador Roberto Corrêa para viola caipira solo, em partitura e tablatura. Na parte introdutória, encontra-se uma breve descrição da sinalização de leitura musical, de dinâmica e de efeitos e ornamentos, algumas específicas para viola caipira. A padronização da escrita musical é a mesma utilizada no livro e método A Arte de Pontear Viola (Viola Corrêa, 2000), onde as técnicas aqui empregadas estão apresentadas e desenvolvidas.
Como referência, as gravações das músicas podem ser encontradas nos álbuns:
Viola Caipira, um pequeno concerto (Kuarup, 1989)
Reqüenqüem
Anti-viola
Lacuticho
Araponga isprivitada

Uróboro (Viola Corrêa, 1994)
Pinguela da fonte
Folia desmilingüida
Araponga isprivitada
Cocho do valo
Baião do pé rachado
Anti-viola
Lacuticho

Extremosa-rosa (Viola Corrêa, 2001)
Mazurca do viajor

Algumas músicas sofreram pequenas alterações, aprimoramentos, ajustes, e, finalmente, estão aqui escritas na sua versão definitiva.
(Roberto Corrêa na Apresentação do livro)

 O livro pode ser encontrado em 
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 Viola-de-Cocho: método prático.
de: Viola,Braz da. São Paulo: Edição do autor, 2004. - 28 pag.

Método acompanhado de CD de audio para a afinação Canotilho Solto.
Traz dicionário de acordes organizado por campo harmonico com tríades e tétrades e suas inversões.
Exercícios práticos, peças para tocar e escalas.
Além de ritmos especificos da viola de cocho, traz também algumas sugestões de ritmos para usar neste instrumento.
O método usa tablaturas espelhadas, de fácil assimilação para iniciantes. Traz duas peças instrumentais simples - "Inhuma no Cocho" e "Serelepe"

 Encontrado no Site do Autor. Buscar em: http://www.brazdaviola.com.br/loja.php

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Ponteios, O Pulo do Gato.
de: Viola,Braz da. São Paulo: Edição do autor, 2004.
Método para a afinação Cebolão em RE maior.
Este método faz um estudo detalhado a técnica mais antiga usada para fazer solos de viola, traz todos os padrões de ponteio passo a passo, de maneira que, ao fim do material o violeiro ja tenha dominio total da técnica.
O material esta organizado de maneira a facilitar também o uso em salas de aula para os professores de viola.
O Moédão, ou ponteio possibilita ao violeiro fazer solo, harmonia e marcação ritmica ao mesmo tempo.
O método é progressivo e acompanhado de CD de audio.
Usa tablaturas espelhadas, de fácil assimilação pelo iniciante.


Encontrado no Site do Autor. Buscar em: http://www.brazdaviola.com.br/loja.php
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TOCADORES – HOMEM, TERRA, MÚSICA E CORDAS 
 (Olaria, 2002.). Com Lia Marchi e Juliana Saenger. Patrocínio: Petrobras
O projeto Tocadores surgiu no final do ano de 1998, de um profundo desejo de conhecer as raízes culturais da música de tradição oral do Brasil, e de olhar esse saber pela porta dos homens e mulheres que são seus conhecedores e mantenedores, os que dão sentido a uma expressão artística guiada pelo dia-a-dia da memória preservada.

O trabalho seguiu um caminho particular, traçado e redescoberto a cada nova etapa, sempre com a preocupação de registrar a realidade desses artistas e o encontro com eles em uma pluralidade de sentidos – musicais, históricos, pessoais – conservando a singularidade, o relato de vida e a diversidade de experiências.

O livro é um dos resultados da pesquisa realizada em duas regiões do país: Brasil Central (entorno do Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais) e Litoral Sul (Santa Catarina, Paraná e São Paulo), que agora se materializa nesse registro. Corresponde à somatória dos olhares dos envolvidos na sua produção: os autores, a equipe de campo, os colaboradores e os tocadores entrevistados, que seduzem com a densidade de seu universo humano e musical.

Esta obra é acessível não só a músicos ou pesquisadores, mas a todos que queiram conhecer e se aproximar das tradições musicais do nosso país e de seus mestres: violeiros, rabequeiros, foliões, fandangueiros, artistas populares.

Nos capítulos Homem, Terra, Música e Cordas, as narrativas se entrelaçam como a própria vida: múltipla, interligada, em movimento, envolvendo o leitor nos cenários desta aventura. No capítulo Tocadores, os grandes narradores desta história dividem com o leitor, por suas próprias vozes, sua maneira de ser no mundo e na arte, trazendo para o livro o olhar do outro lado da porta que desejamos abrir.

Estão nesta publicação muitas realidades sobrepostas, a alma brasileira, pura, inteira, musical, ligada às antigas tradições do nosso país, que sempre encantou e sem dúvida encantará o leitor.

(Lia Marchi na Apresentação do livro)
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Uma melodia histórica: eco/cocho/cocho-viola/viola-de-cocho
de, SANTOS, Abel. Viola-de-cocho:
Novas Perspectivas. Cuiabá: Ed.
UFMT, 2002.

A viagem do alaúde do Irã do século VII a.C., passando pela guitarra latina do Império Romano, pela viola burguesa, que registra afinação idêntica à viola-de-cocho e à guitarra dos fados de Coimbra e à viola de mão, em Portugal, encontra similar no Brasil, segundo Gregório de Mattos Guerra, no século XVII, numa viola feita de cabaça de “tocar rasgado”, que consiste em ferir todas as cordas de uma vez.
Assenta-se, por fim, em Mato Grosso na região do Cuyaverá-Cuiabá (lontra brilhante) e enriquece o imaginário da gente mais simples destas paragens.
Assim é que a viola-de-cocho, juntamente com o ganzá, o mocho e o adufe constroem o cururu e o siriri na dança de São Gonçalo, no boi-à-serra, representando as mais puras, autênticas e legítimas manifestações culturais dos ribeirinhos, dos pobres e dos escravos identificados, como ela, com o chão, a terra e o rio. Sobre o trabalho de Abel, o professor Elias Alves de Andrade diretor do Instituto de Linguagens da Universidade Federal de Mato Grosso, destaca que é minucioso e preciso nos dados que apresenta. “Uma Melodia Histórica: eco/cocho/cocho-viola/viola-de-cocho sem dúvida constitui-se numa importante e decisiva contribuição para a cultura mato-grossense, não somente pelo registro histórico de parte significativa da alma da cuiabania, mas também como a valorização e o reconhecimento da capacidade de um povo de adaptar e dar vida nova a um instrumento rico e surpreendente que enfeita a vida e as artes desta terra”. 
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UM TOQUE DE VIOLA - 10 peças para tocar
 
Viola, Braz da. São Paulo: Edição do autor, 2001.
Caderno de repertório com dez peças de musica instrumental  com níveis de dificuldade diferentes.
Embutidas nas péças estão diferenciadas técnicas de mão direita para viola caipira.
O caderno usa tablaturas espelhadas e um CD de audio com as musicas em tempo real.


Encontrado no Site do Autor. Buscar em: http://www.brazdaviola.com.br/loja.php
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VIOLA BRASILEIRA E SUAS POSSIBILIDADES
de, Deghi, Fernando - São Bernardo do Campo - SP - 
Editora: Violeiro Andante -2001
Álbum de música escrito em português e espanhol, contendo textos, contos e poemas acompanhados de partitura e tablatura de 06 composições para viola solo do próprio autor. Apresenta desenhos de André Luiz. Com capa e projeto gráfico do próprio autor.
O livro vem acompanhado de um CD que contém as músicas transcritas e alguns textos falados pelo violeiro. As músicas foram gravadas e transcritas na afinação Cebolão em Mi e Rio Abaixo.

As músicas registradas e acompanhadas de contos e poemas são:  



Viola e seus mistérios

Cavalgada

Riacho Docê

Não mexe comigo

*Minuetando em Bá maior nº 1

**Ave Maria 



*Autoria de Clodomiro Martins /  **Autoria de Gounod - Arranjo de Fernando Deghi



O livro pode ser virtualmente encontrado em 

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A ARTE DE PONTEAR VIOLA


(Edição do autor, 2000)

Re-impresso pela Viola Corrêa em 2000, 2002 e em 2008, 259 páginas
  
A Arte de Pontear Viola é resultado de mais de vinte anos de trabalho do violeiro Roberto Corrêa e foi elaborado a partir de sua experiência no ensino de viola, desde 1985, e de suas pesquisas sobre as tradições do instrumento.
O Método é trabalho original do autor. Apresenta, de maneira acessível, sua técnica, desenvolvida a partir de referências distintas: o conhecimento musical dos “violeiros tradicionais”, a escola do violão e a música caipira.
Neste livro Roberto Corrêa revela e disponibiliza didaticamente ao público os “segredos” de sua técnica, e introduz, no âmbito do conhecimento formal, o ensino e a aprendizagem da arte da viola.
À música caipira – gênero fortemente identificado com viola – o autor dedica tanto um capítulo teórico (com sua análise sobre o tema) como destrincha, na prática, seus principais ritmos, através de lições e referências discográficas.
O Livro
Contém ampla pesquisa sobre a viola e a sua música
Traz Método completo para o ensino e aprendizagem da viola, para iniciantes e iniciados.
Apresenta todas as lições em Partitura, Tablatura e Áudio
Acompanha CD com todas as lições gravadas
Possui 259 páginas, com ilustrações e mais de 50 fotografias

Seções do Livro
Parte Especulativa
Seção teórica com os seguintes capítulos:
- Viola de arame
Trata da viola, sua origem, suas variações, seus tamanhos e partes, suas afinações no Brasil, seu encordoamento e seus tocadores; e da entonação que é procedimento para ajuste da afinação do instrumento
- Viola de cocho
Trata da viola de cocho, instrumento típico mato-grossense
- Música caipira
Trata da música tradicional caipira, do estilo das duplas caipiras e da música caipira na atualidade

Parte Prática
Método prático com mais de 80 lições em Partitura e Tablatura.
Apresenta os seguintes capítulos:
- Mecânica das mãos
Técnicas para desenvolvimento da mão direita e da mão esquerda do tocador
- Acompanhamento
Álbum de acordes e as principais Progressões Harmônicas
- Ritmos da música caipira: referências e práticas
Apresenta 21 ritmos da música caipira, referências discográficas e exercícios para prática.
- Estudos Progressivos
Apresenta 25 Estudos para o desenvolvimento técnico do violeiro nos principais fundamentos do instrumento

Acompanha o livro um CD, com 72 faixas, com a gravação de todas as lições.

 O livro pode ser encontrado em 

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Método prático para a afinação Cebolão em RE maior.
Acompanhado de CD de audio, traz dicionário completo de acordes organizado em campo harmonico com tríades e tétrades, acordes ornamentados e inversões de acordes com tabella de reharmonia.
Traz também um dicionário de acordes completo organizado da mesma maneira para a afinação Rio Abaixo.
Alem de escalas duetadas nas digitações horizontal e vertical, peças para tocar usando técnicas de ponteio, dedilhados, troca de pares e toques de viola.
Também traz ritmos específicos para viola como Pagode, Cateretê, Chamamé, Guarania, Rasta-pé, caxinguelê e recortado.

Para adquiri-lo, entre em contato com a EDITORA RICORDI  ou por telefone (11) 3331-6766

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Música caipira: da roça ao rodeio

NEPOMUCENO, Rosa. Música caipira: da roça ao rodeio. 

São Paulo: Editora 34, 1999.

Esse é o título de um excelente livro que conta a história da música caipira e descreve seus personagens mais importantes. A autora Rosa Nepomuceno busca suas origens mais remotas, a popularização promovida a partir de Cornélio Pires, apresenta seus artistais mais importantes, as mudanças e tranformações graduais, a perda de espaço para outros estilos musicais, até o quase ocaso desde o nascimento da “moderna música sertaneja” — esse popular vale-tudo country-brega-romântico com leve sotaque caipira. 

Trechos do livro pode ser visualizado em: http://books.google.com.br/books?id=rk2BO6sDiSQC&printsec=frontcover&hl=pt-BR&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false

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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Constantin Stanislawsky e seu "A Preparação do Ator"

Constantin Stanislavski
"Minha tarefa, até onde minha capacidade o permite, é mostrar à geração moderna que o ator é um pregador da beleza e da verdade." 


Konstantin Sergeievich Alekseiev mais conhecido por Constantin Stanislavski, foi um ator, diretor, pedagogo e escritor russo de grande destaque e um dos mais importantes homens do teatro. Fundador do Teatro de Arte de Moscou influencia uma geração de atores e atrizes e diretores do mundo todo. A muito o que se falar de Stanislavski, seu pensamento e seus escritos. Ele escreveu alguns livros sobre seu sistema que é famoso em todo o mundo, e Inclui-se o livro "A preparação do ator". De certa forma contribuiu como um mestre ao "arejamento do teatro moderno, despojando-o de convenções e artificialismos e transformando-o em poderosa arma de comunicação entre as intenções do autor e a sensibilidade do público, graças a uma preparação melhor do ator." 

 Constantin Stanislavski em "Lower Depths"

Mas convenhamos que seus escritos é um tanto áspero ao ator atual, não habituado a uma leitura mais densa e de atenção pouco generosa ao autor. Áspero ao leitor não acostumado com o o mundo teatral mais realista. No entanto é uma pérola a quem se dedicar com mais afinco e generosidade ao entendimento de seus escritos. 

Pra ajudar compilamos aqui, através do sitio "Teatro sem aperreio", por capítulos do livro com algumas citações tiradas da obra ou paráfrases e conclusões sobre alguns temas tratados. Sugiro fazer da leitura um exercício de leitura e reflexão a cada capítulo lido.
É muito importante sabermos que não tencionamos colocar o seu sistema de preparação do ator como regra, o próprio Stanislavski repudiava isso. Mas para iniciarmos numa leitura densa ou refrescarmos a memória é sempre bom ter algo mais "acessível" em mãos. Então bom proveito!

Constantin Stanislavski em "Lonely Lives"

A Preparação do Ator
Constantin Stanislavsky
“Ele [o sistema] só tem utilidade quando se transforma numa segunda natureza do ator, quando este deixa de se preocupar com ele e quando seus efeitos começam a aparecer naturalmente em seu trabalho”.
Diretor Tórtsov junto ao seu assistente, Rakhmanov, dá aulas de arte dramática para Gricha Govorkov, Sônia Valiminova, Vânia Viuntsov, Paulo Chustov, Leão Puchcin, Maria Maloletkova, Nicolau Umnovik, Dacha Damcova e o narrador da história Kóstia Nazvanov
 Capítulo 1 – A primeira prova
“É difícil despertar a vontade criadora; matá-la é facílimo”.
“O ator deve ser como um soldado e submeter-se a uma disciplina férrea”.
Dicas:
Evitar ansiedade
Ter objetivo em palco quando atuar
Evitar a mecanização de ações
Evitar a o início da criação pelo que é externo e não interno
Evitar Estrelismo
Olhar e escutar o outro em cena
Capítulo 2 – Quando atuar é uma arte
“A melhor coisa que pode acontecer é o ator deixar-se levar pela peça inteiramente”.
“A nossa arte nos ensina, antes de qualquer coisa, a criar conscientemente e certo, pois esse é o melhor meio de abrir caminho para o florescimento do inconsciente, que é a inspiração”.
“Representar verdadeiramente significa estar certo, ser lógico, coerente, pensar, lutar, sentir e agir em uníssono com o papel!”
“Infelizmente, no mundo, o mau gosto é muito mais comum do que o bom gosto”.
“Nunca se permita representar exteriormente algo que você não tenha experimentado intimamente e que nem ao menos lhe interessa”
O capítulo trata do “atuar consciente”, de como é importante a preparação física do ator e como é perigoso a simples imitação ou fixação de movimentos pra definir sentimentos, os carimbos os clichês e estereótipos que se tornam base do trabalho de alguns atores. O capítulo também cita a importância de viver o papel a cada instante que o representamos e em todas as vezes. Tortsóv deixa bem claro como o estrelismo tem que ser banido da vida de um ator.
A ser considerado para estudo de Circunstâncias Dadas podemos citar:


o   Época
o   Tempo
o   País
o   Condições de vida
o   Antecedentes
o   Literatura
o   Psicologia
o   Alma
o   Sistema de vida
o   Posição social
o   Aspectos exteriores
o   Caráter
o   Costumes
o   Modos
o   Movimentos
o   Voz
o   Dicção
o   Entonação


Capítulo 3 – Ação

“A imobilidade exterior de uma pessoa sentada em cena não implica passividade”.
“Muitas vezes a imobilidade física é resultado direto da intensidade interior e são essas atividades íntimas que tem muito mais importância artisticamente”.
“Não atuem de um modo geral, pela ação simplesmente, atuem sempre um objetivo”.
“Todo aquele que deveras é um artista, deseja criar em seu íntimo outra vida, mais profunda, mais interessante do que aquela que realmente o cerca”.
“No início esqueçam seus sentimentos. Quando as condições interiores estiverem preparadas e certas, os sentimentos virão à tona espontaneamente”.
O “se” que cria a possibilidade do mágico, impulsiona a imaginação e estimula o subconsciente.
Nós como atores devemos aprender saber os momentos ideais para dar risada e do que. Termos foco no trabalho é essencial e saber separar o que é o profissional do pessoal é essencial.

Capítulo 4 – Imaginação

A imaginação é essencial para os atores
“[o ator] terá de desenvolver a imaginação, ou então desistir do teatro”.
A minha imaginação tem iniciativa? Será questionável? Desenvolver-se-á espontaneamente? A imaginação tem que ser ativa além de passiva.
O Subtexto: Entender e acreditar no histórico da personagem, imaginando-a.
É necessário fazer-se perguntas a todo instante, criando imagens com a criatividade.
“Até mesmo um tema passivo pode produzir um estímulo interior e incitar-nos à ação”.
“Nossa arte requer que a natureza inteira do ator esteja envolvida, que ele se entregue ao papel, tanto de corpo como de espírito”.
“Se pronunciarem alguma fala ou fizerem alguma coisa mecanicamente, sem compreender plenamente quem são, de onde vieram, por quê, o que querem, para onde vão e que farão quando chegarem lá, estarão representando sem a imaginação”.

Capítulo 5 – Concentração da atenção

“Para fugir do auditório você tem de ficar, interessados em alguma coisa no palco”.
“O ator deve ter um ponto de atenção e esse ponto não deve estar no auditório”.
“Nada de perguntas desnecessárias, o ator deve ser bom de cálculo”.
“Nunca, por um segundo sequer, fiquem sem fazer nada”.
“O talento sem o trabalho nada mais é do que matéria-prima sem acabamento, no estado bruto”.
“O ator deve ser observador não só em cena, mas também na vida real”.
“Sou um artista, preciso de material capaz de tocas minhas emoções”.
Temas como “Solidão em público”, “Círculos de atenção”, “Atenção exterior e interior” e o “Recordar” (que é um trabalho prolongado e sistemático) são levados em conta nesse capítulo.

Capítulo 6 – Descontração dos Músculos

A rigidez muscular interfere com a experiência emocional interior. Nas pessoas nervosas de nossa geração essa tensão muscular é inevitável.
“Nos trechos de grande tensão é ‘particularmente necessário conseguir um libertação muscular total’”.
Esse hábito de relaxamento e descontração muscular deve ser feito dia-a-dia. Estudar ossos e partes do corpo seria interessante para a preparação do ator.
“O ator como a criancinha, tem de aprender tudo desde o começo, a olhar, a andar, a falar, etc. Nós todos sabemos fazer essas coisas na vida comum. Mas infelizmente em nossa grande maioria, fazemo-las mal. Um motivo é que qualquer defeito surge muito mais perceptível sob a plana luz da ribalta e outro é que o palco exerce uma influência no estado geral do ator”.

Capítulo 7 -  Unidades e Objetivos

“É tão impossível reduzir a uma só bocada um peru inteiro, quanto uma peça de cinco atos”.
“Quanto mais seco ficar o papel, mais ‘molho’ será necessário”.
“Lembrem-se que a divisão é provisória, nem o papel e nem peça podem ficar em pedaços”.
“Não decomponham uma peça mais do que o necessário, não usem detalhes como guia. Criem um canal delineado com divisões amplas, que tenham sido minuciosamente elaboradas e preenchidas até o último detalhe.”
Só na preparação do papel que usamos essas tais divisões de unidades.
Sempre repassar os pontos principais e se perguntar o que é essencial na peça?
 “O erro cometido pela maioria dos atores é o fato de pensar nos resultados, em vez de apenas na ação que deve preparar”.


Objetivos devem ser:

o   Dirigidos aos atores e não espectadores

o   Pessoais e Análogos aos da personagem

o   Artístico, verdadeiro, real, vivo e Humano.

o   Ser atraente, comovente e claro.

Às unidades é importante darmos nomes, esses com emprego de verbo de ação (querer, por exemplo)

Capítulo 8 – Fé e Sentimento de Verdade

“Há a verdade cênica, que é verdadeira, mas que tem a origem no plano de ficção imaginativa e artística”.
O sentimento é importante. Verdade no teatro é verdade cênica: “A verdade em cena é tudo aquilo em que podemos crer com sinceridade, tanto em nós mesmos como em nossos colegas”.
O processo de buscar começar pelo interior é chamado: “justificativa do papel”.
"Precisamos de verdade no teatro, até o ponto que podemos acreditar nela”.
“Procurem a falsidade ‘apenas até o ponto em que isto os ajude a encontrar a verdade’”.
“Os jovens, tão impacientes, procuram agarrar de uma vez toda a verdade interior de uma peça ou de um papel e acreditar nela”.
“A linha lógica de ações físicas não deve ser interrompida nem em cena, nem nos bastidores.”
“Cheguem à parte trágica do papel sem estremeções dos nervos, sem sufocações, nem violências e, sobretudo, não o façam de repente. Encaminhem-se para o que é gradual e lógico”,

Capítulo 9 – Memória das emoções

“Embora os nossos sentidos do olfato, paladar e tato, sejam úteis, e até mesmo importantes algumas vezes, o seu papel em nossa arte é simplesmente auxiliar, e tem por objetivos influenciar nossa memória das emoções”.
“O tempo é um esplêndido filtro para os nossos sentimentos evocados Além disso, é um grande artista. Ele não só purifica, mas também tresmuda em poesia até mesmo as lembranças dolorosamente realistas.”
“Dirija seus esforços no sentido de criar uma inspiração nova e fresca para o dia de hoje.”
Temos a semente de todos os sentimentos em nós.
O ambiente exerce grande influencia em nossos sentimentos.
O cenário tem a função de atrair a atenção do ator para o palco, fazê-lo mais concentrado e evocar e facilitar o despertar dos sentimentos do ator em cena.

Importante para que o ator construa uma personagem:

o   Criar condições para uso correto dos sentimentos

o   Unidades

o   Círculos de Atenção

o   Crença na ação física

o   Subtexto

o   Condições impostas (teatro, iluminação, etc.)

Capítulo 10 – Comunhão

“se os atores deveram querem prender a atenção de uma plateia, devem fazer todo o esforço possível, para manter, uns com os outros, uma incessante troca de sentimentos, pensamentos e ações”.
“O ator não deve ser mutilado, deve ter todos os seus órgãos”.
A energia do ator se expande e é compartilhada em forma de raios e irradiação.

Capítulo 11 – Adaptação

“Vocês devem aprender a se adaptarem às circunstâncias”
O fator da imprevisibilidade: “O elemento surpresa é tão curioso e eficaz que a gente se persuade de que essa nova forma é única interpretação possível para aquele trecho”

Capítulo 12 – Forças Motivas interiores

O ator deve sempre estar apto a fazer novas suposições quando fatigado de alguma cena ou peça.
As três forças motivas interiores: A mente, Os sentimentos e a Vontade.

Capítulo 13 – A linha contínua

O papel deve ter uma linha contínua
Quando dado o papel o ator deve sondar a alma do papel
“A atenção do ator está constantemente passando de um objetivo para outro. È essa constante mudança de focos que constitui a linha contínua, se um ator se apegasse a um objeto só, durante todo um ator ou uma peça, ele seria espiritualmente desequilibrado, vitima de uma ideia fixa”.

Capítulo 14 – O Estado interior de criação

O trabalho teatro em público sugere a verdade artística (desejável), mas geralmente vem da evitável artificialidade teatral.
A maioria dos atores lembra-se apenas da caracterização externa da personagem antes de subir aos palcos, por que não podem também preparar o interior antes das apresentações tal como fazem com o corpo?
Antes de subir em cena vale a pena perguntar-se sobre a segurança em determinados trechos, se sente ou não sentimento em determinadas ações, se é necessária alguma adaptação de algum detalhe imaginativo.

Salvini disse: “O ator vive, chora e ri em cena e, o tempo todo, está vigiando suas próprias lágrimas e sorrisos. É esta dupla função, este equilíbrio entre a vida  e a atuação que faz sua arte”

Capítulo 15 – O Superobjetivo

O tema principal deve estar firmemente plantado no cérebro do ator durante toda a representação. “Logo, os pequenos objetivos, as unidades, e a trama em si, deve-se encaminhar para esse superobjetivo”.

Capítulo 16 – No Limiar do Subconsciente

O capítulo trás muito sobre quando a atuação inconsciente, a inspiração, aparece no palco, e quando ela passa a ser de grande valia para o ator.
"O Objetivo principal da nossa psicotécnica é colocar-nos em um estado criador no qual o nosso subconsciente funcione naturalmente”
Em palco o ator vê-se alternando momentos de verossimilhança com de sinceridade, probabilidades com fé.
Os medos e dúvidas em relação à peça e ao autor atrapalham o trabalho do ator.
“O ator deve achar por si próprio o tema principal da peça [...], deve se colocar numa vida análoga à da personagem, caso precise, que faça suposições”.
“O que precisamos é de um superobjetivo que se harmonize com as intenções do autor e ao mesmo tempo desperte repercussão na alma dos atores. Isso significa que temos que procurá-lo não só na peça, mas, também, nos próprios atores”.
Algumas pessoas tem um Objetivo Supremo na Vida. Mas ninguém pode infringir as leis da Natureza.