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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ano Novo, Novos trabalhos!


Foto: Divulgação
Ano Novo, Novos trabalhos!


Muitos são os desejos em realizar nossos sonhos. Muito deverá ser o trabalho empenhado em realizá-los. Será esse o nosso maior propósito neste ano novo que começa. Projetos bons para as artes cênicas, cinema e música é que estamos preparando. Novos parceiros se juntarão aos parceiros já conquistados. Pois é isso! Estamos preparando coisas boas! Aguardem!

Começaremos essa etapa junto com os parceiros da Feira Agroecológica de Teresópolis. Homens e mulheres empenhados em nos proporcionar o bem estar através do alimento, da educação ambiental, sustentabilidade e da arte e cultura.

 


A Feira Agroecológica de Teresópolis é um espaço de comercialização dos produtos e de divulgação 
 dos serviços, do trabalho e da filosofia da Associação Agroecológica de Teresópolis.
Acontece todas às quartas das 09 às 14 horas no quiosque do SESC Teresópolis e aos Sábados, das 08 às 12h na Rua Ten. Luis Meirelles, pertinho da Rodoviária.

Uma regra fundamental da feira é não utilizar ou vender produtos que poluam o meio ambiente ou comprometam a saúde. Um exemplo disso é não vender alimentos com agrotóxicos ou produtos de grandes redes empresariais.
Os agricultores e artesãos ligados a feira buscam incessantemente tornar sua terra, seus produtos e sua filosofia de vida, coerentes com a essência do trabalho difundido neste espaço, buscando assim, a sustentabilidade, a clareza e o companheirismo.
Além disso, a feira se caracteriza pela venda direta entre os produtores e os consumidores, buscando sempre um preço justo para quem produz e para quem consome.
  
Foto: Colhida no Blog http://feiraagroecologicateresopolis.blogspot.com.br/

A feira é um forte espaço de conscientização de questões ecológicas, de incentivo ao pensamento e atitudes ecologicamente corretos para um mundo mais justo, limpo e harmônico. Ambiente que favorece a criatividade. Outra questão relevante é a presença e a valorização de artistas e movimentos culturais para garantir a animação e para ajudar a pensar e a construir um mundo novo.
 
Realizar essa parceria com a Feira Agroecológica de Teresópolis e toda sua filosofia, apresentando um de nossos projetos com nossas violas é unir nosso modo de pensar a arte e a cultura a um modo de vida responsável e justo com todo ser humano e com todo o planeta. Se não agimos assim devemos ao menos nos educar a cada instante para esse propósito.

E para começar com o pé direito iremos celebrar com uma única apresentação de um novo trabalho de música com as violas caipira e de cocho que está sendo preparado. As violas estarão “voando” sobre Teresópolis no dia 04 de Janeiro. A apresentação acontecerá durante a Feira Agroecológica de Teresópolis e é aberto ao público. É um projeto cênico musical que está sendo criado com o intuito de valorizar o universo cultural da viola caipira e apresentar a viola de cocho no Estado do Rio de Janeiro. Sua proposta artística reúne músicas selecionadas do cancioneiro tradicional e peças instrumentais. Será um trabalho lindo com um toque feminino. É o que posso adiantar. 


 Foto: Andressa Martins
 
Então quem estiver pela região serrana do Estado do Rio de Janeiro dê uma passada por Teresópolis para conferir um pouquinho o que estamos preparando para este ano. Mas chegue mais cedo para aproveitar e levar alimentos orgânicos fresquinhos e conhecer a Feira Agroecológica de Teresópolis e todas as pessoas que estão trabalhando para o nosso bem estar!


E Feliz 2014!!!

Serviço:
Apresentação musical de Viola Caipira e Viola de Cocho na
Feira Agroecológica de Teresópolis
Com Du Machado e Isis Maria

Dia 04 de Janeiro de 2014 ( Sábado)
 Rua Ten. Luis Meirelles, perto da Rodoviária de Teresópolis
Horário: 10 horas
Gratuito


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A tradição dos Reis Magos

Os Reis Magos

 
 Três Reis Magos (1915) por Henry Siddons Mowbray (1858-1928)

Recebi enorme influência artística de festas populares. E uma das mais importantes em minha vida que de certa forma molda o meu espírito artístico/místico são as festas de Folias de Reis. Guardo em meu espírito um respeito enorme por motivos pessoais e especiais. Na maioria das vezes essas festas dramatizam a visita em que os Três Reis Magos fizeram ao menino Jesus. Mas o que são e quem são esses Reis Magos que levados pela estrela do oriente foram de encontro ao filho de Maria? Encontrei esse artigo de Affonso M. Furtado da Silva que trata da temática de forma muito interessante. Vale muito a pena conferir. Boa Leitura!

O Folclorista Affonso M. Furtado da Silva escreve sobre as orignes das tradicoes do reisado, remontando ao texto Bíblico.

As celebrações em louvor aos Reis Magos ocorrem basicamente entre o Natal e 6 de janeiro, dia de Santos Reis: é o terceiro momento do ciclo festivo do Natal, que se integra ao patrimônio artístico e cultural. Para alguns, esta alegre manifestação de religiosidade popular teria surgido entre nós; entretanto, ela se originou bem mais remotamente. 
Esses personagens bíblicos surgem no capítulo 2 do Evangelho de São Mateus, no episódio da Adoração dos Reis Magos, que a eles alude vagamente, sem especificar nomes, categorias, número ou procedência. Após meditação exegética, Apologistas e os Pais da Igreja - Gregório, Ambrósio, Jerônimo, João Crisóstomo, Agostinho e Tomás de Aquino, entre outros, formularam os primeiros dogmas e rituais cristãos e se manifestaram sobre os Magos.

No século VI, os Magos já eram considerados "Reis" e o Papa Leão I, o Grande, fixou-os em número de três. No século XII, em documento atribuído ao monge beneditino inglês Beda, surgem os nomes definitivos: Gaspar, Balthazar e Melchior, e suas descrições foram estabelecidas. 

 (Os Três Reis Magos em um mosaico do final do século VI em San Apollinare Nuovo)


Os Magos influenciaram artes e tradições populares desde os primórdios da cristandade. O pesquisador francês Gilbert Vezin, autor da obra clássica "L´Adoration et le cicle des Mages dans l´art chrétien primitif " afirma de modo categórico: "O tema da Adoração dos Magos foi o assunto mais popular e frequente que se expressou na Arte, no Oriente e no Ocidente". Na Idade Média, em Creccio-Itália, São Francisco de Assis concebeu, em 1223, a representação da cena da natividade (Presépio), na qual se incorpora a figura dos Reis Magos.

Esta criação difundiu-se por toda a cristandade, dando notável impulso ao processo de evangelização da doutrina cristã, passando a estar também presente nos lares mais humildes em zonas rurais e pequenas localidades distantes dos aglomerados urbanos. Surgiram também estórias e lendas envolvendo os Reis Magos, no sentido de "(...) complementar o que faltava à imaginação popular (...)", anota o historiador de arte francês Émile Mâle, em artigo publicado nos alvores do século XX, na Gazette de Beaux-Arts.

Prossegue o autor: "O povo achava os evangelhos muito suscintos(...).Nenhuma das cenas da infância de Cristo forneceu mais material para o povo que a ´Adoração dos Magos´. Suas misteriosas figuras mostradas veladamente nos evangelhos despertavam ávida curiosidade nas pessoas." Dentre essas histórias, sobressai o manuscrito Historia Trium Regum de Johannes von Hildesheim, carmelita alemão e professor de teologia em Paris, publicado entre 1364-1375, para elucidar a origem dos Magos.

Seus restos mortais, transladados do Oriente para o continente europeu, estiveram desde o século VII abrigados inicialmente num modesto templo construído à época nos arredores de Milão - Itália. A partir de 1164 seguiram para a Alemanha e foram abrigados numa urna dourada instalada no altar mor da Catedral de Colônia. Esta grandiosa obra de arte-ourivesaria passou a ser conhecida como "Relicário de Santos Reis".

Adoração dos Reis Magos, 1501-6, Vasco Fernandes - óleo sobre madeira, 130,2 x 79cm, Museu Grão Vasco, Viseu


IDADE MÉDIA

O texto de Hildesheim mereceu ensaio crítico, na reputada coleção Early English Text Society, em 1876, assinada por seu presidente C. Horstmann, reconhecendo "o grande número de manuscritos espalhados na Inglaterra e por toda Europa cristã, o que comprova a grande popularidade do referido manuscrito". E conclui: "(...) o assunto dos Três Reis Magos tornou-se um dos temas favoritos da Idade Média, eram os santos mais populares do mundo cristão". Afora a Terra Santa, as peregrinações a Colônia só eram suplantadas pelas de Roma e de Santiago de Compostela.

Os jesuítas que aqui aportaram com o primeiro Governador Geral Tomé de Sousa, em 1549, utilizavam essas tradições sob forma de canto, dança e encenação, na catequese e no ensino a indígenas e colonos portugueses - reinóis. Anchieta, o precursor das letras brasileiras, formado na escola de Gil Vicente, compôs (a pedido do Padre Manuel da Nóbrega), ensaiou e representou sua peça Pregação Universal, reintitulada Na Festa de Natal, na igreja dos Jesuítas em São Paulo de Piratininga (atual cidade de São Paulo), no Natal de 1561, no Ano Novo e Dia de Reis de 1562. Nesse Auto, insere-se ato com a presença dos Reis Magos.


"Festas de Folias de Reis são hoje uma das mais representativas manifestações populares  que celebram o ciclo natalino. De aspecto sagrado, musical e teatral narra na maioria das vezes a visita dos Três Reis Magos que levados por uma estrela divina vão de encontro ao menino Jesus."

 Encontro Folia de Reis, realizado em 2007 na Praça Cel.Carneiro em Uberlândia - MG

TEATRO

Sobre o auto, o Padre Armando Cardoso, em obra sobre o teatro anchietano, assegura que a peça foi encenada noutros núcleos jesuítas, no litoral brasileiro. Um deles, o dos Reis Magos, localizava-se no Espírito Santo, 20 km ao norte de Vitória - atual localidade de Nova Almeida-, sendo aí erigida a igreja dos Reis Magos, marco jesuítico no Brasil, tombado pelo IPHAN, em 1943. 

Outro registro consta do Compêndio Narrativo do Peregrino da América, de Nuno Marques Pereira, citado por Luiz da Câmara Cascudo: "desses grupos pedindo os Reis (no sentido de oferta) na Bahia, na segunda metade do século XVII". Do Compêndio, o etnógrafo português Leite de Vasconcellos extraiu comentário sobre a presença de mascarados(sic) nas peças jesuítas. 

 Foto colhida do site: www.marombo.com.br

O escritor Graciliano Ramos, atento observador de nossos costumes, no conto Um Natal, escreveu: "O Natal, festa profana, alcança duas outras; Ano Bom e Reis. Vice-presidente da Comissão Nacional de Folclore; Membro do Conselho Estadual de Cultura/RJ; Federação do Reisado do Estado do Rio de Janeiro; Autor de "Reis Magos: história, arte e tradições" (2006)

AFFONSO M. FURTADO DA SILVA

Fonte: http://casasantosreis.wix.com/casasantosreis#!documentary/ck0q






quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A clássica foto dos Beatles

08 de agosto de 1969 - É Tirada a clássica foto dos Beatles 

para a capa do álbum Abbey Road.

Foto: Iain Stewart Macmillan

Eu cresci acreditando que os Beatles era algo normal como o ar que respiramos ou o vento que ainda bate nas folhas das árvores. Sei lá se a comparação é possível. Mas influenciado por minha mãe cresci na roça ouvindo Tião Carreiro e Pardinho, dupla caipira que mais influenciou uma geração de violeiros e tantas outras coisas boas como a "Sinfonia nº 40" de Mozart e outras coisas não muito boas que não vou citar pra não criar confusão caso ela resolva a ler este post.

Em outros dias quando "a coroa" estava inspirada, colocava algo divertido e que trazia um bem estar pra dentro de casa. Então aprendi que aquilo que eu ouvia, descobrindo mais tarde que era os quatro cabeludos de Liverpol me fazia um bem danado. Era como ouvir os passarinhos lá no quintal.

Então, inspirado por esta nostalgia dos Beatles resolvi publicar uma historinha sobre uma das fotos mais interessantes da banda. Vale a pena dar uma olhada!

"Uma das mais conhecidas fotos dos Beatles foi tirada em um dia como hoje, no ano de 1969, pelo fotógrafo escocês Iain Macmillan. Foi uma sessão de apenas dez minutos, do lado de fora dos estúdios Abbey Road, e Macmillan tirou, no máximo, oito fotos. 

Na capa do LP, os Beatles estão atravessando uma faixa de segurança a poucos metros do Estúdio Abbey Road, rua que ficou marcada para sempre para os fãs. A imagem serviu para alimentar rumores e teorias de que Paul estaria morto, vítima de um acidente de carro em 1966.

A foto conteria supostos "elementos" que dariam força ao rumor da morte de Paul, então com 27 anos. De acordo com teorias, na foto, ele está fora de passo com os outros, de olhos fechados, e o cigarro está na mão direita, apesar de ser canhoto. 

Além disso, a placa do fusca (em inglês beetle), que aparece ao fundo, tem placa com letras "LMW", o que significaria "Linda McCartney Widow" ou "Linda McCartney Viúva". O homem de pé na calçada, à direita, é Paul Cole, um turista norte-americano, que só se deu conta que estava na capa do disco quase um ano depois.

Abbey Road foi o 12° álbum lançado pelos Beatles, lançado no dia 26 de setembro de 1969. O nome do álbum leva o mesmo nome da rua de Londres, onde está o estúdio Abbey Road. Apesar de ter sido o penúltimo álbum lançado pela banda, foi o último a ser gravado."

E pra quem não conhece o álbum coloquei aqui pra darem uma olhada. E pra quem é um profundo admirador tá aí para conferir e matar um pouco a saudade. Ou será que ela é só minha? Bora lá ouvir "Here Comes the Sun" ? 


O texto entre aspas foi retirado dia 26/09/2013 às 20:05 de:
http://fatosdesconhecidos.com.br/post/08-de-agosto-de-1969--e-tirada-a-classica-foto-dos-beatles-para-a-capa-do-album-abbey-road/229