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Contato: dumachado10@yahoo.com.br

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Fórum Shakespeare 2011 no Rio de Janeiro.

Fórum Shakespeare 2011
(foto: Site do Grupo Nós do Morro)
O Fórum Shakespeare 2011 acontece graças à ONG britânica People’s Palace Projects (PPP), em parceria com o Grupo Nós do Morro e com British Council e o apoio da Academia Brasileira de Letras. 
 O Fórum Shakespeare 2011 acontece entre os dias 18 e 25 de novembro. Ciciely Berry, Justin Audibert, Tracy Irish e Briget Estocolme, diretores da tradicional companhia de teatro inglês Royal Shakespeare Company (RSC), ministram workshops e debates para atores e diretores do NdM. 
E no dia 23 de Novembro às 17:00 hs será realizado na Academia Brasileira de Letras (ABL) uma palestra aberta ao público com a Diretora de voz da Royal Shakespeare Company Ciciely Berry. 
Ela, que foi professora de voz de astros como Sean Connery e Helen Hunt, também foi uma das orientadoras e ministrou uma série de workshops para a montagem de ‘Os Dois Cavalheiros de Verona’, do Nós do Morro, que estreou no Courtyard Theatre, sede da RSC, em Stratford-upon-Avon, e depois fez sucesso no Brasil em 2006.


PROSA DE VIOLAS

III Bienal da Escola de Belas Artes


Para a edição de 2011, a III Bienal da Escola de Belas Artes / UFRJ 

comemora o 195º aniversário dessa instituição com o tema 

COMTRADIÇÃO, reunindo significativos trabalhos que 

representam a atual produção dos artistas de seus 14 cursos de 

graduação, dos discentes da sua Pós-Graduação (PPGAV).


Atividade Paralela: Quintas MusicaisDuos
Apresentações musicais no café da CCPAP. Sempre com um duo acústico com curadoria de José Mauro Albino . E neste próximo dia 01 de Dezembro de 2011 será a vez do 

PROSA DE VIOLAS

Eduardo Machado   (Foto: Igor Rodriguez)

Prosa de Violas se trata de uma apresentação musical com aspectos 

místicos com obras do cancioneiro tradicional e popular brasileiro e 

peças instrumentais, em que se misturam as linguagens rural e 

urbana dos instrumentos. Eduardo Machado e Fábio Neves 

apresentam o universo cultural da viola caipira e da viola de cocho. 


 Fábio Neves (Foto: Perfil Facebook)

Dia 01 de Dezembro às 18:30 hs.
Casa de Cultura Prof. Almir Paredes.
Rua Benjamim Constant, 48 - Glória
Rio de JaneiroRJ / Tel. (21) 3734 6961





quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O Fogo

 
(Foto: Du Machado)

"Bastião - Ô sei... tem um fogo sufegano seu coração.
Antônio - Será que é fogo do demo?
Bastião - Acho que é fogo de paia Antônio.
Antônio - Mas se for o amor?
 Essa pessoa é minha neblina que ofusca o pensar e me faz doer de atormentantes idéias. Figurar dela tão formosa no facilitar de amores com alguém, nos levados fogos, me obriga a pensar doidera! Fico desgostoso por não conseguir vigiar por sua virtude."

(Trecho adaptado da peça "Ser tão de Rosa ou o ritual do pacto do violeiro com o diabo", livremente inspirado nos textos de João Guimarães Rosa

(Foto: Du Machado)
Chama
     Em todas as tradições, a chama (flama) é um símbolo de purificação, de iluminação e de amor espirituais. É a imagem do espírito e da transcendência, da alma e do fogo. No seu sentido pejorativo e noturno, chama pervertida, ela é o brandão da discórdia, o sopro ardente da revolta, o tição devorador da inveja, a brasa calcinante da luxúria, o clarão mortífero da granada.
Vela: é símbolo de luz e fé. O simbolismo da vela está ligado ao da chama. Na chama de uma candeia todas as forças da natureza estão ativas, dizia Novalis. A cera, a mecha ou pavio, o fogo, o ar que se unem na chama ardente, móvel e colorida, são eles próprios uma síntese de todos os elementos da natureza. Mas esses elementos estão individualizados nessa chama isolada. Símbolo da vida ascendente a vela é a alma dos aniversários. Tantas velas, tantos anos e tantas etapas no caminho da perfeição e da felicidade. As velas acesas ao pé de um defunto simbolizam a luz da alma em sua força ascensional, a pureza da chama espiritual que sobe para o céu, a perenidade da vida pessoal que chega ao seu zênite.

Fonte: Dicionário de Símbolos

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

III Bienal da EBA/UFRJ - Programação Musical

III Bienal da EBA/UFRJ
Programação Musical


A política de extensão da Universidade Federal do Rio de Janeiro vem trazendo novas oportunidades para diversas comunidades da cidade e do Estado do Rio de Janeiro. São propostas sócio-culturais que objetivam devolver à sociedade, através de projetos e serviços, os benefícios do conhecimento produzido pela instituição.

Uma dessas ações irá acontecer entre os dias 08 de novembro e 18 de dezembro de 2011 na Casa de Cultura Prof. Almir Paredes. A III Bienal da Escola de Belas Artes contará com exposições e oficinas abertas ao público e sua programação poderá ser conferida na página da casa (clique aqui).

A Bienal também oferecerá programação musical gratuita e diversificada, onde as atrações são formadas por alunos e ex-alunos da Escola de Música da UFRJ. As apresentações serão às quintas-feiras a partir das 18:30h.

A Casa de Cultura Prof. Almir Paredes fica na Rua Benjamin Constant, 48, Glória, Rio de Janeiro/RJ.
Segue abaixo a agenda musical do projeto.

10 de novembro | PINHO BRASIL 
Apresentando obras de compositores nacionais, Fábio Neves explora novas formas de expressão para o violão de 8 cordas e a viola caipira, enquanto Márcio Valongo, na bateria, passeia pela ginga da música brasileira.

17 de novembro | DUO TONINHO DUARTE E RUDÁ BRAUNS 
Com influências das músicas espanhola e árabe, Toninho, no violão, e Rudá, no bandolim, apresentam composições de grandes mestres da música brasileira como Ernesto Nazareth, Pixinguinha, João Pernambuco e Jacob do Bandolim. 

24 de novembro | DUO FLORA MILITO E PEDRO FRANCO 
Compartilhando influências e repertórios variados, o Duo percorre os caminhos do choro, samba, jazz e da música instrumental regional, com Flora Milito na percussão e Pedro Franco no violão. 

01 de dezembro | PROSA DE VIOLAS 
Com obras do cancioneiro tradicional e popular brasileiro e peças instrumentais, em que se misturam as linguagens rural e urbana dos instrumentos, Eduardo Machado e Fábio Neves apresentam o universo cultural da viola caipira e da viola de cocho. 

08 de dezembro | DUO CANCIONÂNCIAS 
Voz e violão, a boa e velha fórmula explorada com originalidade e talento pela voz da soprano Manuelai Camargo e pelo violão de Cyro Delvizio, que apresentam obras de grandes compositores brasileiros como Carlos Gomes, Nepomuceno, Villa-Lobos. 

15 de dezembro | BALLESTE/NICOLSKY DUO 
Com repertório que transita de John Coltrane a Pixinguinha, de Miles Davis a Baden Powell, Gabriel Ballesté, na guitarra, e Iuri Nicolsky, no saxofone, recriam clássicos do jazz e da música instrumental brasileira.


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O que é o que é:

"Que total, como nesta ‘adivinha’, que propunha 
uma menina do sertão."

(Foto: André Fontes)

- O que é o que é: que é melhor do que Deus, pior do que o diabo, que a gente morta come, e se a gente viva comer morre?”

Resposta: - “ É nada.”

Prefácio de Tutaméia de João Guimarães Rosa.


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Pacto

(Foto: Maria Busanovsk)

Pacto
        "Pacto é um trem esquisito menino, ocê vai pra encruzilhada e fica esperando. Aí vem uns trem trapaiado! Um dia vem uma vaca branca dando de mamar pruns leitão. Os leitãozinho tudo atrás da vaca branca querendo mamar. Despois vem uma porca branca com sete galinha querendo mamar. As galinha tudo atrás da porca branca querendo mamar! Outro dia veio uma égua lá com um bezerro. Despois veio um boi lá berrano soltando fogo pelas venta, pra todo lado soltando fogo. Despois veio um cavaleiro, montado lá no cavalo todo enfeitado de ouro, diamante, aquela trenheira. Pode saber que é o capeta. Mas tem cisma não. É só não descuidar e tirar um ponteado bonito. O tinhoso se encanta com a viola e, como que enfeitiçado, não leva a alma da gente. Ele é incapaz de carregar um homem que vive das belezas. Então deixa pro outro dia, dando gosto maior para a perseguição.
Por isso é que se carece de religião: para se desindoidecer, desdoidar. Reza é que sara da loucura. Reza é que dá coragem."

(Trecho adaptado da peça "Ser tão de Rosa ou o ritual do pacto do violeiro com o diabo", livremente inspirado nos textos de João Guimarães Rosa)


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Maça a.C

Maçã a.C 
 ( Thiago Paschoa* )


(Foto: Du Machado)

Faz o que quiser com seu valor

Vai, mas quando veio, não vi o valor

Quando longe, vai lembrar e sentir dor

Uma que não tem explicação

Vontades que não tem em sua nação

É amor!


É amor, é desejo, é paixão

Enquanto quero o seu corpo

você deseja o coração

esse, não tem dono

esse, é do mundo, é safado

quer só prazer, depois de muito viver

Vai, faz o que quiser com seu valor

Vai, mas quando veio, vi desejo

desejo de vida, de dor, de prazer

de quebrar a porcelana,

comer na mesa, você e depois te bater

instinto de fera e antiguidade

pois sou de verdade

(Foto: Michelle Lima)

Joga fora sua nota, seu valor

vem despir seu puto íntimo

tenha prazer com a dor

o fantoche que goza o amor

sendo o equivalente do fervor

desejando meu tapa, meu beijo

que lhe dou como nunca, no seio

(Foto: Du Machado)

bagunçando sua vida

desesperando sua família

deixando, a sua vida tímida

pois somos carne de adão

mordendo a maestria da vida

engolindo drogas dionisíacas

brincando com as uvas de baco

Não, peles, não tem o valor

volúpia intrinseca, te bato

Então vá, faça o que quiser com seu valor

Vai, mas quando veio, não conhecia minha dor

minha dor, é amor

minha vida, é amor

te dou, e aprende, degusta o sabor

mas não chore quando eu for!!!

(Foto: Du Machado)

*Thiago Paschoa - Amigo. É ator, poeta e escritor.