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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

III Bienal da EBA/UFRJ - Programação Musical

III Bienal da EBA/UFRJ
Programação Musical


A política de extensão da Universidade Federal do Rio de Janeiro vem trazendo novas oportunidades para diversas comunidades da cidade e do Estado do Rio de Janeiro. São propostas sócio-culturais que objetivam devolver à sociedade, através de projetos e serviços, os benefícios do conhecimento produzido pela instituição.

Uma dessas ações irá acontecer entre os dias 08 de novembro e 18 de dezembro de 2011 na Casa de Cultura Prof. Almir Paredes. A III Bienal da Escola de Belas Artes contará com exposições e oficinas abertas ao público e sua programação poderá ser conferida na página da casa (clique aqui).

A Bienal também oferecerá programação musical gratuita e diversificada, onde as atrações são formadas por alunos e ex-alunos da Escola de Música da UFRJ. As apresentações serão às quintas-feiras a partir das 18:30h.

A Casa de Cultura Prof. Almir Paredes fica na Rua Benjamin Constant, 48, Glória, Rio de Janeiro/RJ.
Segue abaixo a agenda musical do projeto.

10 de novembro | PINHO BRASIL 
Apresentando obras de compositores nacionais, Fábio Neves explora novas formas de expressão para o violão de 8 cordas e a viola caipira, enquanto Márcio Valongo, na bateria, passeia pela ginga da música brasileira.

17 de novembro | DUO TONINHO DUARTE E RUDÁ BRAUNS 
Com influências das músicas espanhola e árabe, Toninho, no violão, e Rudá, no bandolim, apresentam composições de grandes mestres da música brasileira como Ernesto Nazareth, Pixinguinha, João Pernambuco e Jacob do Bandolim. 

24 de novembro | DUO FLORA MILITO E PEDRO FRANCO 
Compartilhando influências e repertórios variados, o Duo percorre os caminhos do choro, samba, jazz e da música instrumental regional, com Flora Milito na percussão e Pedro Franco no violão. 

01 de dezembro | PROSA DE VIOLAS 
Com obras do cancioneiro tradicional e popular brasileiro e peças instrumentais, em que se misturam as linguagens rural e urbana dos instrumentos, Eduardo Machado e Fábio Neves apresentam o universo cultural da viola caipira e da viola de cocho. 

08 de dezembro | DUO CANCIONÂNCIAS 
Voz e violão, a boa e velha fórmula explorada com originalidade e talento pela voz da soprano Manuelai Camargo e pelo violão de Cyro Delvizio, que apresentam obras de grandes compositores brasileiros como Carlos Gomes, Nepomuceno, Villa-Lobos. 

15 de dezembro | BALLESTE/NICOLSKY DUO 
Com repertório que transita de John Coltrane a Pixinguinha, de Miles Davis a Baden Powell, Gabriel Ballesté, na guitarra, e Iuri Nicolsky, no saxofone, recriam clássicos do jazz e da música instrumental brasileira.


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O que é o que é:

"Que total, como nesta ‘adivinha’, que propunha 
uma menina do sertão."

(Foto: André Fontes)

- O que é o que é: que é melhor do que Deus, pior do que o diabo, que a gente morta come, e se a gente viva comer morre?”

Resposta: - “ É nada.”

Prefácio de Tutaméia de João Guimarães Rosa.


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Pacto

(Foto: Maria Busanovsk)

Pacto
        "Pacto é um trem esquisito menino, ocê vai pra encruzilhada e fica esperando. Aí vem uns trem trapaiado! Um dia vem uma vaca branca dando de mamar pruns leitão. Os leitãozinho tudo atrás da vaca branca querendo mamar. Despois vem uma porca branca com sete galinha querendo mamar. As galinha tudo atrás da porca branca querendo mamar! Outro dia veio uma égua lá com um bezerro. Despois veio um boi lá berrano soltando fogo pelas venta, pra todo lado soltando fogo. Despois veio um cavaleiro, montado lá no cavalo todo enfeitado de ouro, diamante, aquela trenheira. Pode saber que é o capeta. Mas tem cisma não. É só não descuidar e tirar um ponteado bonito. O tinhoso se encanta com a viola e, como que enfeitiçado, não leva a alma da gente. Ele é incapaz de carregar um homem que vive das belezas. Então deixa pro outro dia, dando gosto maior para a perseguição.
Por isso é que se carece de religião: para se desindoidecer, desdoidar. Reza é que sara da loucura. Reza é que dá coragem."

(Trecho adaptado da peça "Ser tão de Rosa ou o ritual do pacto do violeiro com o diabo", livremente inspirado nos textos de João Guimarães Rosa)


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Maça a.C

Maçã a.C 
 ( Thiago Paschoa* )


(Foto: Du Machado)

Faz o que quiser com seu valor

Vai, mas quando veio, não vi o valor

Quando longe, vai lembrar e sentir dor

Uma que não tem explicação

Vontades que não tem em sua nação

É amor!


É amor, é desejo, é paixão

Enquanto quero o seu corpo

você deseja o coração

esse, não tem dono

esse, é do mundo, é safado

quer só prazer, depois de muito viver

Vai, faz o que quiser com seu valor

Vai, mas quando veio, vi desejo

desejo de vida, de dor, de prazer

de quebrar a porcelana,

comer na mesa, você e depois te bater

instinto de fera e antiguidade

pois sou de verdade

(Foto: Michelle Lima)

Joga fora sua nota, seu valor

vem despir seu puto íntimo

tenha prazer com a dor

o fantoche que goza o amor

sendo o equivalente do fervor

desejando meu tapa, meu beijo

que lhe dou como nunca, no seio

(Foto: Du Machado)

bagunçando sua vida

desesperando sua família

deixando, a sua vida tímida

pois somos carne de adão

mordendo a maestria da vida

engolindo drogas dionisíacas

brincando com as uvas de baco

Não, peles, não tem o valor

volúpia intrinseca, te bato

Então vá, faça o que quiser com seu valor

Vai, mas quando veio, não conhecia minha dor

minha dor, é amor

minha vida, é amor

te dou, e aprende, degusta o sabor

mas não chore quando eu for!!!

(Foto: Du Machado)

*Thiago Paschoa - Amigo. É ator, poeta e escritor.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Quem sofre deve cantar...


(Foto: Du Machado)

    Foto de uma lápide do cemitério de passarinhos situado na ilha de Paquetá, próxima à cidade do Rio de Janeiro.


(Foto: Du Machado)

Talvez o único o cemitério de passarinhos do Brasil, fica na Rua Joaquim Manoel de Macedo, assim batizada em homenagem ao autor de ‘A Moreninha’, romance pioneiro do Romantismo brasileiro no século XIX.

Agosto, 21

(Foto: Du Machado)

Agosto, 21
“Estendo em vão os braços para prendê-la, ao raiar do dia, quando começo a despertar dos sonhos importunos; à noite, estirado sobre minha cama, procurando-a, embalde, se a inocente ilusão de um sonho feliz faz-me acreditar que estou sentado junto dela, na campina, cobrindo de beijos a sua mão! Ai de mim! Quando, ainda mal desperto, procuro-a a meu lado, tateando, e, ao fazê-lo, arregalo completamente os olhos à realidade, uma torrente de lágrimas não pode mais ser contida pelo meu coração esmagado. Choro, contemplando cheio de amargura o sombrio futuro que me aguarda.”

Trecho do romance Os Sofrimentos do Jovem Werther de Johann Wolfgang von Goethe. Escritor e pensador alemão que viveu de 1749 à 1832. Como escritor, Goethe foi uma das mais importantes figuras da literatura alemã e do romantismo europeu. Escreveu vários romances, peças de teatro, poemas. Escreveu reflexões filosóficas, arte e de ciências naturais. Outra obra importante de Goethe é Fausto, poema épico que conta a história do Dr. Fausto que desiludido faz um pácto com Mefistófeles, o demônio.



terça-feira, 13 de setembro de 2011

O teatro por Domingos Oliveira

"O Teatro é a arte do impossível.
No Teatro, o pão vira carne.
O vinho vira sangue.
Por isso o Teatro é o asilo de loucos onde o público vem a procura de sua razão."

Teatro em maiúsculo é por minha conta.